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Configurando dispositivos no Slackware

Algumas pessoas tem dificuldades em fazer funcionar dvd’s, gravadores de cd’s ou pendrives no linux, por isso criei este tutorial, para poder ajudar a essas pessoas. Aqui estou usando Slackware 10.2

Para você assistir dvd’s no linux, antes é preciso configura-lo, (aqui estou usando um combo da LG):

Primeiramente temos que saber qual caminho aponta para nosso Combo, então abra um terminal e digite:

cdrecord -scanbus

A tela que aparecerá será parecida com essa:

root@dedao:~# cdrecord -scanbus
Cdrecord-Clone 2.01 (i686-pc-linux-gnu) Copyright (C) 1995-2004 Jörg Schilling
Linux sg driver version: 3.1.25
Using libscg version ’schily-0.8′.
scsibus0:
0,0,0 0) ‘HL-DT-ST’ ‘RW/DVD GCC-4521B’ ‘1.05′ Removable CD-ROM
0,1,0 1) *
0,2,0 2) *
0,3,0 3) *
0,4,0 4) *
0,5,0 5) *
0,6,0 6) *
0,7,0 7) *
root@dedao:~# ls -l /dev/cdrom
lrwxrwxrwx 1 root root 8 2006-03-17 04:44 /dev/cdrom -> /dev/sr0
root@dedao:~# vi /etc/fstab
skipping 3 old session files
reading /etc/fstab

Se você tiver só uma unidade de cd-rom que seja cd-rom e cdrw ao mesmo tempo (um combo), o caminho que você ira inserir será “scd0″, no /etc/fstab:

/dev/cdrom /mnt/cdrom iso9660 auto,users,ro 1 1
/dev/scd0 /mnt/dvd iso9660 auto,users,ro 1 1

também é necessario emular o gravador de cd’s como scsi no lilo, para que você possa conseguir gravar cd’s, inserindo a seguinte linha no /etc/lilo.conf:

append=”hdc=ide-scsi”

obs: caso tenha gravadores de cd e leitor de dvd separado, insira a linha assim:

append=”hdb=ide-scsi hdd=ide-scsi”

salve as configuraçoes teclando F2 e depois digite “lilo” (sem aspas) para que ele seja subscrito.

Feito isso, terá que ser criado no o diretorio de dvd, então basta digitar:

mkdir /mnt/dvd

Depois criaremos um link simbólico com o comando:

# ln -sf /dev/scd0 /dev/dvd

Lembre-se, o “X” é onde encontra-se o seu DVD-ROM OK!? No meu caso é “hdd” (segunda IDE slave).

Para que você não tenha que ficar carregando manualmente os drivers do combo toda vez que iniciar o Linux vamos editar o arquivo:

vi /etc/rc.d/rc.modules

insira no final desse arquivo a seguinte Linha:

/sbin/modprobe ide-scsi

Depois temos que pegar alguns pacotes importantes para que nosso DVD funcione corretamente. No site http://www.linuxpackages.net com, baixe o pacote “libdvdcss”, e depois que o download terminar, vá até está pasta onde você o salvou e digite:

# installpkg libdvdcss-1.2.8-i486-1zeb.tgz

Lembre-se, este tipo de formato é próprio para o Slackware Linux.

e assim com os demais pacotes. Caso tenha alguma dificuldade em achar os pacotes, eles podem ser encontrados em www.linuxpackages.net ou você pode procura-lo no www.google.com.br/linux

Depois que tudo estiver instalado, basta dar o comando:

# mount /mnt/dvd

e depois:

# xine

e depois que terminar de assistir, desmonte o DVD com o comando:

# eject /mnt/dvd

Para montar um pendrive no slackware, basta fazer o seguinte:

Primeiro carregue os seguinte módulos:

# modprobe usb-ohci
# modprobe usb-storage
# modprobe usbcore

Para não ter que ficar carregando os modulos manualmente, pode se inserir eles no final do arquivo /etc/rc.d/rc.modules ;D

Depois crie um diretório chamando pen em /mnt, este diretório será onde iremos montar o pendrive.

# mkdir /mnt/pen

Bom, agora é só montar seu pendrive:

# mount -t usbdevfs usbdevfs /proc/bus/usb
# mount -t vfat -o umask=0000 /dev/sda1 /mnt/pen

Pronto, seu pendrive já esta montando:

# cd /mnt/pen
# ls

Caso não queira se logar como root para montar o pendrive, basta inserir a seguinte linha no arquivo /etc/fstab:

/dev/sda1 /mnt/pen vfat user,auto,umask=0000 0 0

Uma dica sobre disquetes. Sempre que montamos disquetes no linux, o nome dos arquivos sao alterados automaticamente. Para que não aconteca mais isso, modifique a linha no seu fstab da seguinte maneira:

/dev/fd0 /mnt/floppy auto auto,users 0 0

Espero que isso facilite a vida de vocês.

Linux, Conceitos, Contribuição e Distros

Muitas vezes nos deparamos com a famosa discussão de que a distribuição x é melhor do que a distribuição y. Ou então ouvimos a não menos famosa pergunta “qual é a melhor distro pra um usuário iniciante usar” . As respostas são simples, a distribuição x ou y não é melhor que a z, isso depende do gosto do usuário e de para que ela vai ser usada. Sobre a pergunta de qual distro é melhor para o usuário iniciante usar, a resposta que eu achei mais coerente até hoje, foi no fisl 6 quando responderam que a melhor, é aquela que seu amigo usa, e que pode dar suporte quando você precisar (isso no caso de um iniciante).
Também escutamos muitas vezes, que o linux é muito superior do que o windows (e na maioria dos casos realmente é). Porém, muitas pessoas que irão ler este artigo, podem pensar que eu sou contra o linux, o que não é verdade. Acredito que o linux tem um grande futuro, além de estar em constante expansão no mercado. Mas se mesmo assim, você é um usuário linux do tipo “Xiita”, que acha que o linux é o único SO que devia existir, que ele é perfeito, e não gosta de ouvir as opniões dos outros, aqui é o melhor momento de parar de ler este artigo ;-) . Não acho que migrar do windows para o linux para um usuário iniciante seja algo fácil. Hoje, temos diversas distribuições voltadas para os usuários iniciantes, onde eu considero o Kurumin a melhor de todas, pois além de ser bem completa, é 99% em português, além de ter tudo muito bem explicado a nível iniciante, o que torna o aprendizado do linux muito mais fácil.
Vamos por tomar de exemplo alguem que está migrando do windows para o linux. Uma das coisas mais importantes para fazer o usuário gostar do linux, e ter ficado feliz com a troca, é de ter tudo funcionando no linux, ter todos softwares de que precisa, e ter as mesmas “facilidades” do windows. Por isso sou um fã do Kurumin. Alem de ter tudo funcionando perfeitamente (principalmente DVD, WMV, Internet, som, OpenOffice) o Morimoto faz as coisas parecerem extremamente fáceis com a documentação abundante, fácil e bem “mastigada” para um iniciante no linux (principalmente com os ícones mágicos). É esse tipo de coisa que torna uma distribuição um sucesso, apesar de poucas pessoas terem essa visão.
Eu posso dizes, que mesmo gostando muito do kurumin, eu nunca fui um “usuário” dele. Nunca deixei ele mais do que um mês instalado no meu PC. E por quê ? Simples, eu não me considero um usuário iniciante. Quando eu penso em uma distro para mim, procuro buscar uma que seja eficiente no meu desktop, mas também ao mesmo tempo, que eu possa instalar em um servidor. É ae que eu cheguei no ubuntu. Acho que é uma distribuição excelente (apesar de meio pesada), principalmente na questão de instalação de pacotes e resolução de dependências. Porém, estou tendo algumas dificuldades em fazer o meu gravador de dvd funcionar para assistir dvd’s, gravar dvds, assistir wmv, instalar minha placa 3D (GeForce), o que eu não consideraria algo bom para um iniciante. Porém, nada que não se resolva ;-) .
Não podia deixar de falar do Slackware, que eu useir por mais de 2 anos. Tinha testado algumas outras no começo, mas foi nele que eu me senti mais avontade, tive mais ajuda do pessoal na época e alguma facilidade de instalar os pacotes .tgz. Atualmente estou usando o ubuntu, e fiquei viciado com a facilidade de instalação de pacotes, e sua resolução de dependências. Mas por que eu mudei ? Simples, achei que a versão 11 era pior do que a versão 10, e de que quando eu mais precisei do slackware, eu fiquei na mão. Tive um problema com meu backup pessoal (criei novamente o filesystem na partição errada (sim, eu sei que foi uma baita “cagada”)). Porém, tentei instalar o testdisk para resolver a situação (que no meu caso não adiantou :( ). Foi nesse ponto que começei a pensar em trocar de distro. Não tinha jeito de instalar o testdisk no slackware, era várias dependencias que eu tive de resolver (perdendo várias horas procurando bibliotecas). Resolvidas as dependências, o programa dava erro na instalação :( . Cheguei a entrar em contato com o desenvolvedor do testdisk para solucionar o problema. E ele me disse que esse erro existia no slackware, porém, já havia sido corrigido na última versão. Úlitma versão ???, mas eu usava a última versão. Será que eu precisaria atualizar todo meu sistema para o current, para conseguir instalar 1 programa ? Isso tava me parecendo mais coisa de Windows. Foi nessa hora que eu desisti do slackware e migrei para o ubuntu ( que instalou o programa na hora, como se fosse o windows ). Parece ter sido um problema sem muita importância eu ter perdido Gigas de Filmes e músicas, mas e se esse problema tivesse sido num servidor, e não tivesse sido Músicas e Vídeos, mas quem sabe Giga de Dados de um Servidor ?
Atualmente, temos mais de 300 distribuiçoes linux, para todos os gostos. Entre as principais, podemos citar Ubuntu, Debian, Red Hat, Slackware, Suse, kurumin (no Brasil), Gentoo, Mandriva, Fedora entre tantas outras (isso para nao falar de outros unix com FreeBSD, OpenBSD, NetBSD, OpenSolaris, etc). Isso me leva a uma pergunta: Será que é tao difícil assim encontrar uma distribuição para usarmos (das que ja existem) ou essas distribuições nao são boas o bastante para utilizarmos que temos que criar nossa própria distro ? Isso me leva a outros 2 questionamentos: O fato de criar mais uma distribuição, não é muitas vezes a questão de “estrelismo” para dizer que criou sua propria distro linux ou tentar ficar famoso ? O outro fato que eu questiono, é, não seria mais fácil ajudar uma distro que já existe, e tentar implementar algumas modificações que gostaria de utilizar ? Atualmente, parece estar na “moda”, distros que tem como conceito, ser a distro “mais fácil para usuários iniciantes”. Por que em vez de comecar um projeto do zero, não ajudamos alguns que ja estao bem maduros, como o Kurumin, Ubuntu, etc.
Ao meu ver, não teria por que ter mais do que 10 ou 15 distribuições linux (isso sendo exagerado). Se todos voltassem seus conhecimentos para um fator em comun, acredito que os bugs seriam menos frequentes, pois seriam mais revisados, teria atualizacoes mais recentes entre outras vantagens. Ok, mas voce deve estar pensando “mas eu uso linux para ter a liberdade de fazer as modificacoes que eu quero”; tudo bem, mas será que por nós querermos uma modificação na distro que usamos, devemos criar outra ? Será que é mesmo necessário existir mais de 300 distribuicoes linux. Não estou querendo dizer para pararem de criar distros, ou tentar pregar alguma regra ou verdade. Apenas queria mostrar que nem sempre as coisas sao perfeitas como dizem, e que se nós nos ajudassemos mais em menos distros, poderiamos ter mais qualidade.

Teste de Einstein

Esses dias atras, andando pela net, encontrei o Teste de Einstain na net. Já sabia de sua existência, porém nunca me dei ao trabalho de tentar fazê-lo. Essa semana, resolvi baixar e fazê-lo. Até que é bem legalzinho, você fica bem “vidrado” tentando resolvê-lo. Porém, não concordo que seja apenas 2% da população mundial que seja capaz de resolvê-lo. Não me considero nenhum gênio, mas eu consegui terminar o teste ;-) . Segundo a descrição do teste, ela diz o seguinte:
” Este é o famoso teste do Einstein. Após elaborar este teste, Einstein afirmou que apenas 2% da população terrestre (mais ou menos 120 milhões) seria capaz de resolvê-lo. Será que você também faz parte desse “seleto” grupo? “.
Para quem ficou interessado, e está disposto a tentar, pode-se baixar neste link, ou fazer o teste online neste outro link. Abaixo tem a Screenshot de quando eu terminei o teste :D .

Teste_Einstein

Dicas de Backup na Prática

Há diversas maneiras e tipos para se fazer um backup. As principais foram descritas no meu artigo anterior. Porém este tem como objetivo descrever
algumas dicas para soluções práticas que enfrentamos no dia-a-dia. Não sou especialista em backups e sei que existem diversas outras formas do mesmo ser feito. Aqui, estou tentando passar um pouco de conhecimento prático e algumas dicas mais funcionais e simples para implementar seu backup.

Como Planejar um Backup

Dependendo do investimento em que a empresa está disposta a fazer em relação as rotinas de backup, você poderá fazer um Backup Full, Incremental ou Diferencial, como está explicado em meu artigo anterior. Os principais fatores que devemos levar em conta ao planejar um backup, são:
Custo/Benefício, Investimento da empresa, Tipo de armazenamento, Local de armazenamento (rede, hd, servidor de backups, etc) tamanho que terá o
backup, tempo que vai demorar para fazer o backp, confiabilidade e facilidade em seu uso (principalmente restauração). Claro que, geralmente
seu chefe irá pedir para fazer o melhor backup com o menor investimento possível.

Tamanho dos Dados: Empresas que tem poucos dados para se armazenar (consdere pouco, menos de 30GB) pode-se usar dvd ou um outro hd para armazenar os arquivos. Já em uma empresa de médio porte, (backups entre 30G a 100GB) as soluções que mais se encaixam seriam armazenamento em fitas Dat ou em um servidor específico para backups. Empresas de grande porte, há outras técnicas que poderiam ser usadas, como, a de adquirir um robo de backups.

Envestimento da empresa: Mas como a maioria das coisas na vida gira em torno do dinheiro, seria totalmente desnecessário e inviável adquirir um robo de backups em uma empresa que não tem mais de 10 computadores na rede. E, com certeza seu chefe será o maior incentivador para você gastar o mínimo possível ao criar o backup.

Abaixo, vou dar algumas sugestões de maneiras de fazer um backup em empresas de pequeno e médio porte.

Empresa de Pequeno Porte: Provavelmente, por se tratar de pouca quantidade de dados, não haveria necessidade de um backup diário total. Seria interessante fazer um backup Diferencial ou Incremental durante um horário que ninguém estiver utlizando os arquivos (a hora de almoço é altamente indicada para deixar fazendo o backup nesses casos). Aqui poderia ser utilizado o rsync para fazer o backup diferencial. Um backup semanal poderia ser gravado em um dvd-rw. Caso o tamanho do backup ultrapasse a capacidade do dvd, você tem 2 alternativas, ou compactar o backup, ou usar o comando split para dividir o arquivo em 2 ou 3 partes, para que caiba cada parte em seu respectivo DVD. Caso você ache que seria melhor armazenar o backup em um hd, seria interessante gerar um script de backup utilizando o tar para que não ocupe tanto espaço em disco. Atualmente, com a tecnologia dos hds sendo inovada a cada dia, uma boa idéia seria usar um hd USB, assim, não seria necessário nem ter um servidor de backups, apenas seria necessário concectá-lo em uma estação com suporte a usb, e deixar o script agendado no sistema. Abaixo, estou inserindo um “script” em que geraria o backup e compactaria no formato bzip2 (uma compactação melhor, mas que requer mais processamento), gerando então o arquivo de backup localmente, com a data em que foi feito.

tar zcf backup-full-`date +%Y%m%d`.tar.gz /home/Dados

Mas, para não termos que fazer um backup full todos dias, poderiamos usar a forma Incremental com o seguinte comando:

find /home/Dados -mtime -1 -type f -print | \
tar zcvf server-bkp-incremental-20060212.tar.gz -T -

Aqui o comando find vai procurar por arquivos modificados numa faixa de 1 dia (usado para backups incrementais diários) e armazená-los no arquivo
server-bkp-incremental-20060212.tar.gz.

Empresa de Médio Porte
Aqui mostrarei algumas técnicas que podem ser utilizadas em empresas que germa mais de 30 gb de Dados em sua rede. Nesse caso, seria interessante
fazer um investimento um pouco maior, e ter um servidor de backups para faze-los diariamente. Algumas maneira de fazer isso, seria através de ftp,
ssh, rsync, softwares como o amanda, ou mesmo o bom e velho shell script combinado com o tar. Abaixo, estou disponibilizando o script de backup que
eu utilizo na empresa em que eu trabalho.

cd /home/
tar -zcf – Dados | ssh renato@192.168.3.15 “cat > bkp_servidor-`date
+%Y%m%d`.tar.gz”

O que eu faço é que uso meu computador como segundo servidor de backup (o primeiro é o servidor que gera os backups em fitas Dat). O servidor se
conecta atraves de ssh no meu computador jogando o backup do diretório /home/Dados compactado com a data em que o backup foi feito. Com isso, eu
não gasto espaço do hd do servidor, e tenho um backup totalmente automatico (o backup é feito de segunda a sexta as 23:00) e que se torna muito fácil de restaurar em caso de algum acidente. Abaixo, segue mais três modelos de backup, o primeiro sendo um script muito eficiente que gera o backup localmente, e os outros 2, modelos de scripts através de ftp e ssh.

Script Backup (Desenvolvido por Vanderlie Pollon)

#! /bin/sh
####################################################################
# #
# Nome do Script: bkp.sh #
# Data ………: dd/mm/aa #
# Disciplina …: SCO/ADS #
# Desenvolvido por …: Vanderlei Pollon #
# Versao …….: 1.0 #
####################################################################

# Finalidade deste script: #
# Este script gera um pacote TAR com o conteúdo do diretorio /home.#
# A ideia e utiliza-lo para backup (o nome ja diz isso). O pacote #
# gerado deve conter todos os arquivos do /home, exceto aqueles que#
# contenham a string “lixo” no seu nome e aqueles cujo nome finali-#
# ze por “.ant”. O arquivo gerado deve ser compactado pelo gzip e o#
# seu nome deve seguir o modelo bkp_home_nameserver_dd-mm-aaaa.tgz #
# Onde: #
# nameserver= nome do servidor (sem o dominio) #
# dd-mm-aaaa= data da backup #
# #
# Este script, sempre que rodar, deve verificar se esta incluido na#
# agenda do sistema. Se este script nao estiver na agenda do sis- #
# tema deve se auto-instalar para rodar, todos os dias, as 22:00, #
# exceto aos domingos (pois aos domingos o nosso servidor esta des-#
# ligado). #
# Suponha que este script esta no diretorio /usr/bin #
# #
####################################################################
# #
# Seguindo esta filosofia, este script esta todo baseado en varia- #
# veis que estao definidas a seguir.
# #
####################################################################
# OBS -> lembre-se de que para executar este script e necessario que #
# ele esteja com a permissao “x”. Utilize o comando chmod. #
# #
####################################################################

# Definicao das variaveis utilizadas neste script

DATA_DO_BACKUP=`date +%d-%m-%Y` #Data do backup.

NOME_DO_SERVIDOR=`hostname -a` #Nome da maquina, sem o dominio

NOMEFIXO=”bkp_home” #A parte fixa do nome do pacote

DIRETORIO=”/opt” #Onde o arquivo tar sera armazenado

TAR=”/bin/tar” #O binario que iremos utilizar

OPCOES1=”–exclude “*.ant”" #Exclui os arquivos com final “.ant”

OPCOES2=”–exclude “*lixo*”" #Exclui os arquivos com a string “lixo”

OPCOES3=”-zcvf” #Opcoes para a gerar e compactar

ARQ_CRON=”/etc/cron.daily/bkp.sh” #Arquivo da agenda do sistema

NOME_SCRIPT=”/usr/bin/bkp.sh” #Caminho absoluto do script de backup

USER=”root” #Usuario que rodara o script na cron

AGENDA=”00 22 * * 1-6″ #Data/hora na cron para rodar o script

#(cinco campos separados por um espaco)

LINHA=$AGENDA” “$USER” “$NOME_SCRIPT #Linha que sera incluida na cron

###################################################################

# Vamos iniciar.
# Limpamos a tela.
clear

#Vamos para o diretorio onde o pacote gerado ficara
cd $DIRETORIO

echo “Iniciando a geracao do pacote tar ….”; sleep 1

$TAR $OPCOES1 $OPCOES2 $OPCOES3 “$NOMEFIXO”_”$NOME_DO_SERVIDOR”_”$DATA_DO_BACKUP”.tgz /home

# Testa o codigo da saida (se o comando foi feliz)

if [ $DIRETORIO -ne 0 ]; then
echo “Alguma coisa saiu errada ….”
echo “”
echo “Contate o administrador do sistema.”;sleep 1
exit 1
fi
echo “Ufa, terminei :)
echo “”
echo ” O arquivo gerado encontra-se no diretorio $DIRETORIO”
# Verifica se este script esta ativo na crontab do sistema
cat $ARQ_CRON |grep $NOME_SCRIPT |grep -v “#” >/dev/null
if [ $NOME_SCRIPT -ne 0 ]; then
echo “Este script nao esta ativo na agenda do sistema”
echo “Vou inclui-lo para voce …”; sleep 1
echo “$LINHA”>>$ARQ_CRON
fi
exit 0

ssh
O SSH permite você acessar máquinas remotamente, e seus dados trafegam criptografados. Além disso, ele também permite transferir arquivos pelo
protocolo e isso dá uma segurança ainda maior para seus backups, na hora de transferí-los remotamente. Para trasnferir o arquivo de backup para a
máquina remota, utilize o comando:

scp arquivo.tar.gz usuario@host:/diretorio

O programa irá lhe perguntar a senha do usuário do host remoto. Indique-a e o arquivo será transferido. Devido ao arquivo estar sendo transferindo de forma criptografada, o seu sistema utilizará um pouco mais de processador para criptografar os dados para a máquina remota. O mesmo acontece com o servidor remoto, que precisa descriptografar para receber o arquivo. O SSH sempre pede senha para conectar remotamente (óbvio), mas para automatizar esse processo em shell-scripts, você pode criar chaves de confiança entre máquinas para que elas loguem-se entre si sem necessitar de senha alguma. Consulte a documentação do ssh e outros tutoriais para saber como fazer isso.

FTP
Aqui vamos usar como usuário: backup e como senha: segredo. Utilize o
seguinte script para automatizar o processo:

#!/bin/bash
#
DATA=`date +%Y_%m_%d`

# Dados do arquivo de backup
MAQUINA=”sakura”
ARQUIVO=”backup-full-$MAQUINA-$DATA.tar.gz”
DIRETORIOS=”/etc /var/log”

# Dados do servidor FTP
HOST_FTP=”192.168.0.1″
USUARIO_FTP=”backup”
SENHA_FTP=”segredo”

# A partir daqui não precisa mais editar.
# Cria o arquivo .tar.gz no /tmp (Temporário)
cd /tmp
tar zcf /tmp/$ARQUIVO $DIRETORIOS

# Acessa o FTP e coloca os arquivos
ftp -in

Neste artigo, pretendo explicar um pouco sobre o que é um backup, quais os tipos, mídias usuadas e alguns conceitos importantes. Hoje é impossível pensar em uma empresa que não tenha backup, independente de se for pequena média ou grande. Em um próximo artigo, falarei sobre que tipos de backup tem um melhor custo/benefício dependendo do ambiente local.

Visão geral sobre Backup

O utilitário Backup ajuda a proteger os dados de perdas acidentais se ocorrerem falhas de hardware ou de mídia de armazenamento no sistema. Por exemplo, você pode usar o utilitário Backup para criar uma cópia dos dados que estão no disco rígido e arquivá-los em outro dispositivo de armazenamento. A mídia de armazenamento de backup pode ser uma
unidade lógica, como um disco rígido, um dispositivo de armazenamento separado, como um disco removível, ou uma biblioteca inteira de discos ou fitas organizados e controlados por alterador robótico. Se os dados originais do disco rígido forem apagados ou substituídos acidentalmente ou se ficarem inacessíveis devido a um defeito do disco
rígido, você poderá restaurar facilmente os dados usando a cópia arquivada.

Tipos de Backups

Se você perguntar a alguém que não é familiarizado com backups, a maioria pensará que um backup é somente uma cópia idêntica de todos os dados do computador. Em outras palavras, se um backup foi criado na noite de terça-feira, e nada mudou no computador durante o dia todo na quarta-feira, o backup criado na noite de quarta seria idêntico àquele criado na terça. Apesar de ser possível configurar backups desta maneira, é mais provável que você não o faça. Para entender mais sobre este assunto, devemos primeiro entender os tipos diferentes de backup que podem ser criados. Estes são:

* Backups completos
* Backups incrementais
* Backups diferenciais

Backups Completos

Este tipo consiste no backup de todos os arquivos para a mídia de backup. Conforme mencionado anteriormente, se os dados sendo copiados nunca mudam, cada backup completo será igual aos outros. Esta similaridade ocorre devido o fato que um backup completo não verifica se o arquivo foi alterado desde o último backup; copia tudo indiscriminadamente para a mídia de backup, tendo modificações ou não. Esta é a razão pela qual os backups completos não são feitos o tempo todo Todos os arquivos seriam gravados na mídia de backup. Isto significa que uma grande parte da mídia de backup é usada mesmo que nada tenha sido alterado. Fazer backup de 100 gigabytes de dados todas as noites quando talvez 10 gigabytes de dados foram alterados não é uma boa prática; por este motivo os backups incrementais foram criados.

Backups Incrementais

Ao contrário dos backups completos, os backups incrementais primeiro verificam se o horário de alteração de um arquivo é mais recente que o horário de seu último backup. Se não for, o arquivo não foi modificado desde o último backup e pode ser ignorado desta vez. Por outro lado, se a data de modificação é mais recente que a data do último backup, o arquivo foi modificado e deve ter seu backup feito. Os backups incrementais são usados em conjunto com um backup completo frequente (ex.: um backup completo semanal, com incrementais diários).
A vantagem principal em usar backups incrementais é que rodam mais rápido que os backups completos. A principal desvantagem dos backups incrementais é que para restaurar um determinado arquivo, pode ser necessário procurar em um ou mais backups incrementais até encontrar o arquivo. Para restaurar um sistema de arquivo completo, é necessário restaurar o último backup completo e todos os backups incrementais subsequentes. Numa tentativa de diminuir a necessidade de procurar em todos os backups incrementais, foi implementada uma tática ligeiramente diferente. Esta é conhecida como backup diferencial.

Backups Diferenciais

Backups diferenciais são similares aos backups incrementais pois ambos podem fazer backup somente de arquivos modificados. No entanto, os backups diferenciais são acumulativos, em outras palavras, no caso de um backup diferencial, uma vez que um arquivo foi modificado, este continua a ser incluso em todos os backups diferenciais (obviamente, até o próximo backup completo). Isto significa que cada backup diferencial contém todos os arquivos modificados desde o último backup completo, possibilitando executar uma restauração completa somente com o último backup completo e o último backup diferencial. Assim como a estratégia utilizada nos backups incrementais, os backups diferenciais normalmente seguem a mesma tática: um único backup completo periódico seguido de backups diferenciais mais frequentes.
O efeito de usar backups diferenciais desta maneira é que estes tendem a crescer um pouco ao longo do tempo (assumindo que arquivos diferentes foram modificados entre os backups completos). Isto posiciona os backups diferenciais em algum ponto entre os backups incrementais e os completos em termos de velocidade e utilização da mídia de backup, enquanto geralmente oferecem restaurações completas e de arquivos mais rápidas (devido o menor número de backups onde procurar e restaurar).
Dadas estas características, os backups diferenciais merecem uma consideração cuidadosa

Algumas Vantagens e Desvantagens

BACKUP COMPLETO
VANTAGENS:
Os arquivos são mais fáceis de localizar porque estão na mídia de backup atual. Requer apenas uma mídia ou um conjunto de mídia para a recuperação dos arquivos.
DESVANTAGENS: É demorado. Se os arquivos forem alterados com pouca freqüência, os backups serão quase idênticos.

BACKUP INCREMENTAL
VANTAGENS:
Requer a menor quantidade de armazenamento de dados. Fornece os backups mais rápidos.
DESVANTAGENS: A restauração completa do sistema pode levar mais tempo do que se for usado o backup normal ou diferencial.

BACKUP DIFERENCIAL
VANTAGENS:
A recuperação exige a mídia apenas dos últimos backups normal e diferencial. Fornece backups mais rápidos do que um backup normal.
DESVANTAGENS: A restauração completa do sistema pode levar mais tempo do que se for usado o backup normal. Se ocorrerem muitas alterações nos dados, os backups podem levar mais tempo do que backups do tipo incremental.

Midias de Backup

Fita
A fita foi o primeiro meio de armazenamento de dados removível amplamente utilizado. Tem os benefícios de custo baixo e uma capacidade razoavelmente boa de armazenamento. Entretanto, a fita tem algumas desvantagens. Ela está sujeita ao desgaste e o acesso aos dados na fita é sequencial por natureza. Estes fatores significam que é necessário manter o registro do uso das fitas (aposentá-las ao atingirem o fim de suas vidas úteis) e também que a procura por um arquivo específico nas fitas pode ser uma tarefa longa.
Por outro lado, a fita é uma das mídias de armazenamento em massa mais baratas e carrega uma longa reputação de confiabilidade. Isto significa que criar uma biblioteca de fitas de tamanho razoável não abocanha uma parcela grande de seu orçamento, e você pode confiar no seu uso atual e futuro.
As unidades de fita são uma opção interessante apenas para quem precisa armazenar uma grande quantidade de dados, pois o custo por megabyte das mídias é bem mais baixo que o dos HDs e outras mídias. O problema é que o custo do equipamento é relativamente alto e as fitas não são muito confiáveis, o que acaba obrigando o operador a fazer sempre pelo menos duas cópias para ter um nível maior de segurança. Para quem tem um pequeno negócio ou para usuários domésticos elas definitivamente não valem à pena.

Disco
Nos últimos anos, os drives de disco nunca seriam usados como um meio de backup. No entanto, os preços de armazenamento caíram a um ponto que, em alguns casos, usar drives de disco para armazenamento de backup faz sentido. A razão principal para usar drives de disco como um meio de backup é a velocidade. Não há um meio de armazenamento em massa mais rápido. A velocidade pode ser um fator crítico quando a janela de backup do seu centro de dados é curta e a quantidade de dados a serem copiados é grande.

Tornando seus backups eficientes
# Etiquete claramente seus backups. Inclua o nome da máquina, a unidade, a data do backup e o número do disco ou fita. Uma etiqueta pode ser parecida com esta: BACKUP de Admin C: 15/07/99 #4/6

# Mantenha seus backups em lugar seguro, fresco e seco. É melhor manter backup importante fora do local do micro, de forma que, se o seu escritório pegar fogo, seus backups não se queimarão. Se não você puder armazená-los fora do prédio do escritório por alguma razão, pelo menos mantenha-os em um andar separado, para que eles possam manter-se a salvo do local de desastres.

# Não faça backups do que você não precisa, eles apenas o confundirão mais tarde. Se a sua empresa formatar o disco rígido de alguém e começar tudo do zero, desfaça-se dos backups uma vez que você tenha determinado que nada importante estava na unidade.

# Teste seus backups periodicamente para assegurar-se de que eles funcionam.Calor, umidade e campos eletromagéticos podem fazer com que seus dados se deteriorem. Em geral, discos e pessoas sentem-se bem nas mesmas temperaturas: se você não se sente à vontade depois de ficar algumas horas numa sala, seus backups também não se sentirão.

# Não mantenha backups por anos e espere que eles permaneçam intactos sem ajuda. As cargas positivas e negativas em seus discos tendem a neutralizar umas às outras, e um disco deixado na prateleira voltará lentamente a ter uma superfície virgem, da mesma maneira que se você tivesse escrito na areia de uma praia, a escrita irá lentamente enfraquecer a menos que você as regrave diariamente. Você pode dar vida nova a suas fitas copiando seus backups para um meio recentemente formatado e a seguir reformatar a fita antiga. As fitas são geralmente projetadas para durar 2 a 3 anos.

Armazenamento de Backups

O que acontece após completar os backups? A resposta óbvia é que os backups devem ser armazenados. Entretanto, não é tão óbvio o que deve ser armazenado e onde. Para responder a estas questões, devemos considerar primeiro sob quais circunstâncias os backups devem ser usados. Há três situações principais:

1.Pequenos e rápidos pedidos de restauração dos usuários
2.Grandes restaurações para recuperar de um desastre
3.Armazenamento em arquivos, pouco provável de ser usado novamente

Infelizmente, há diferenças irreconciliáveis entre os números 1 e 2. Quando um usuário apaga um arquivo acidentalmente, ele pretende recuperá-lo imediatamente. Isto siginifca que a mídia de backup não pode estar há mais de dois passos distante do sistema para o qual os dados devem ser restaurados. No caso de um desastre que precisa de uma restauração completa de um ou mais computadores do seu centro de dados, se o desastre foi de natureza física, o que quer que tenha destruído seus computadores, também destruiria os backups localizados próximos dos computadores. Isto seria uma situação terrível.
O armazenamento em arquivos é menos controverso. Já que a chance de ser utilizado para qualquer propósito é baixa, não haveria problema se a mídia de backup estivesse localizada há quilômetros de distância do centro de dados. As táticas para resolver estas diferenças variam de acordo com as necessidades da empresa em questão. Uma tática possível é armazenar o backup de diversos dias na empresa; estes backups são então levados para um local de armazenamento mais seguro fora da empresa quando os backups diários mais novos forem criados.

Uma outra tática seria manter dois conjuntos diferentes de mídia:

* Um conjunto no centro de dados estritamente para pedidos imediatos de restauração
* Um conjunto fora da empresa para armazenamento externo e recuperação de desastres

Obviamente, ter dois conjuntos significa ter a necessidade de rodar todos os backups duas vezes para fazer uma cópia dos backups. Isto pode ser feito, mas backups duplos podem levar muito tempo e copiar requer diversos drives de backup para processar (e provavelmente um sistema dedicado a executar as cópias).
O desafio do administrador de sistemas é encontrar um equilíbrio que atenda adequadamente às necessidades de todos, e também assegurar que os backups estejam disponíveis para a pior das situações.

Questões de Restauração

Enquanto os backups são uma ocorrência diária, as restaurações normalmente representam um evento menos frequente. No entanto, as restaurações são inevitáveis; elas serão necessárias, portanto é melhor estar preparado. É importante atentar para os vários cenários de restauração detalhados ao longo desta seção e determinar maneiras para testar sua habilidade em resolvê-los. E tenha em mente que o mais dfiícil de testar também é o mais crítico.

Restaurando do Zero

“Restaurar do zero” significa restaurar um backup de sistema completo em um computador com absolutamente nenhum dado de nenhum tipo sem sistema operacional, sem aplicações; nada. Em geral, há duas táticas básicas para restaurações do zero:
Reinstalar, seguido de restauração
Aqui o sistema operacional base é instalado como se um computador novo estivesse sendo configurado. Após instalar e configurar o sistema operacional, os drives de disco restantes podem ser particionados e formatados, e todos os backups restaurados pela mídia de backup.
Discos de recuperação do sistema Um disco de recuperação do sistema é uma mídia iniciável (bootable) de algum tipo (geralmente um CD) que contém um ambiente de sistema mínimo, capaz de executar as tarefas mais básicas de administração de sistemas. O ambiente de recuperação contém os utilitários necessários para particionar e formatar os drives de disco, os drives de dispositivo necessários para acessar o dispositivo de backup e o software necessário para restaurar os dados pela mídia de backup.

Testando Backups

Todos os tipos de backup devem ser testados periodicamente para garantir que os dados podem ser lidos através deles. É fato que, às vezes, os backups executados são por algum motivo ilegíveis. O pior é que muitas vezes isto só é percebido quando os dados foram perdidos e devem ser restaurados pelo backup. As razões para isto ocorrer podem variar desde alterações no alinhamento do cabeçote do drive de fita, software de backup mal-configurado a um erro do operador. Independente da causa, sem o teste periódico você não pode garantir que está gerando backups através dos quais poderá restaurar dados no futuro.

Samsung 931BW

Algo que eu sempre acreditei, é de que tudo na vida tem seu lado bom. Após voltar de viagem dia 15/04, fui matar as saudades do meu computador, e colocar a vida em dia. Para minha decepção, meu monitor VideoCompo (se é que da para chamar de monitor) começou a apresentar problemas no FlyBack e não ligava mais. Pelo que eu conversei com meu irmão, o defeito tinha conserto, que custaria no máximo R$ 80,00. Como eu já estava pensando em trocar aquele caco velho, essa foi a desculpa ;-) . Eu não aguentava mais usar resolução de 800×600, que era o máximo que meu VideoCompo suportava. Bom, em busca de um outro monitor, encontrei esse aqui:

Dei uma procurada no submarino, e la estava ele, porém, meu cartão de crédito ainda não está pronto e eu não poderia comprar diretamente pela internet :( . Porém, pesquisando aqui nas lojas de informática, encontrei uma que vendia esse modelo que eu estava procurando. Ainda não testei muito, mas ele é realmente lindo, e a relação custo x benefício eu achei excelente, pois o tempo de resposta é de apenas 2ms e tem 6 resoluções pré-definidas: Jogos, Filmes, Textos, Internet, Pessoal, Esportes, e uma sétima que você pode configurar e deixar salva :-) .

Comentários Liberados

Estou liberando os comentários aqui no blog. Estava tendo problemas com eles, porém já foi resolvido. Caso alguem tenha alguma dificuldade em postar, pode entrar em contato pelo renato.people@gmail.com .

Empregos e Empresas para Nerds pt 2

Como o artigo iria ficar muito grande, resolvi dividí-lo em 2 partes. Outro artigo muito bom que eu li relacionado a ambientes de trabalhos, foi postado no blog da renata. Não digo que precisaria ser 100% como ela relata em seu artigo, mas pelo menos alguns pontos poderiam ser levados em consideração. Segue o texto abaixo:

Geeks, Nerds e pessoas inteligentes em geral trabalham não só pelo dinheiro, mas pelo amor ao que fazem. Eu sou uma dessas pessoas que amam loucamente seu trabalho. Quando eu sou contratada por uma empresa, eu não vou para lá simplesmente pelo dinheiro, eu quero fazer algo produtivo, algo de bom, quero fazer a diferença – e por isso eu nunca prestei concurso público, já que o perfil do funcionalismo público costuma ser bem diferente disso. Eu amo meus empregos e me orgulho disso.

Agora, vamos ao que interessa: muitas empresas não valorizam o amor que nós, nerds, podemos oferecer ao nosso trabalho. Amar o trabalho não é bater cartão de ponto e trabalhar mecanicamente. Para isso, existem alguns fatores que precisam ser observados.

1. Nunca, NUNCA, obrigue um geek a cumprir horário de cartão de ponto se não for REALMENTE necessário. Não adianta nada fazê-lo chegar às 7 da manhã para trabalhar sem inspiração e motivação até as dez, quando ele realmente estará desperto, porque é uma “regra da empresa” o horário comercial, quando ele poderia chegar feliz e satisfeito às dez e sair às oito, e produzir muito, muito mais. Todos nós somos perfeitamente capazes de chegar no horário solicitado, mas posso assegurar que ninguém gosta. As exceções só se aplicam, claro, às pessoas que trabalham em turnos. Aí não tem saída mesmo.

2. O local de trabalho. Se existem mesas disponíveis, deixe-o escolher a que mais lhe agradar. Se ele sentou num cantinho isolado virado para a parede, não reclame que ele está “isolado demais da equipe” – afinal, ele precisa de privacidade para se concentrar nos problemas que irá resolver. É recomendável, se você tem uma equipe com um número considerável de nerds, manter um sofazinho para que eles possam eventualmente relaxar. Não há mal nenhum nisso. Especialmente quando eles ficarem até de madrugada trabalhando – eles gostam de desafios, não os obrigue a largar um problema pela metade porque “está tarde”.

3. Luz e temperatura ambientes devem ser controladas de maneira razoável e de acordo com a equipe da sala- claro que não estamos questionando o frio necessário dos datacenters. Eu normalmente acho muito claros os ambientes onde eu trabalho, mas não vejo muita solução para isso – é impossível agradar todo mundo. O ideal é fazer algo que não pareça a luz do sol de verão nem fique escuro, e manter a temperatura por volta de uns 22 graus.

4. Como dizia a Björk, “My headphones, they saved my life“. Nós precisamos ouvir música para trabalhar. Já vi casos em que o computador oferecido para o trabalho não suportava tocar mp3, o que, nos dias de hoje, é totalmente bizarro. Mas tudo bem, nós temos mp3 players, é só nos deixar usá-los em paz quando estivermos precisando de concentração. Eles salvam nossa vida.

5. A roupa. Gostamos muito de camisetas com dizeres engraçadinhos estilo thinkgeek + jeans, ou saias, para as meninas. Tenho uma coleção enorme de camisetas temáticas. Eu acabo me vestindo mais socialmente que isso porque gosto muito de saltos muito altos. Então, não precisamos nem de ternos / tailleurs ou uniformes. Ternos/ tailleurs nos deixam com cara de advogados, e uniformes, bem, com cara de qualquer outra coisa, office-boy da empresa, talvez. Tiram nosso bom humor. Não precisamos disso. Nós saímos da escola, já sabemos nos vestir, e não somos homens/mulheres de negócios.

6. Festas da empresa. Não as faça obrigatórias, muitos nerds são assim chamados por não serem pessoas com social skills. São excelentes profissionais, mas odeiam conversar sobre a novela das 8 com a mulher do chefe – conheço muita gente assim. Não obrigue-os. Agora, você pode seduzi-los facilmente realizando no evento um campeonato de Nintendo Wii. Difícil resistir.

7. Use e-mail e instant messenger. Bem melhor que interrompê-lo e cutucá-lo para dizer “já fez o que te pedi?”, “posso falar com você agora?”. Interrupções são HORRÍVEIS. ABSOLUTAMENTE HORRÍVEIS. Tiram o foco, que é muito, muito importante para seu trabalho. Mande um e-mail, ou mensagem pelo seu IM favorito. Leremos quando pudermos, e melhor, ficará tudo registrado em um histórico ou em nossa caixa postal. Ao contrário do que imaginam, instant messengers não atrapalham, só lemos quando não estamos com o foco na janelinha piscante (mais sobre isso lá embaixo). Lembre-se do aviso do ônibus: “Fale somente o necessário” – o resto, escreva.

8. Você contratou um funcionário de TI. Você espera que ele faça trabalho de TI. Não o submeta a trabalhos exóticos, como ir ali na rua comprar lanche para o chefe, entregar papéis para um cliente (office-boys existem para isso), fazer cobrança (o departamento de cobrança existe, não?), entre outros trabalhos não-relacionados. Não me entendam mal: nós gostamos de “novos desafios”, mas DESDE QUE SEJAM NA NOSSA ÁREA. Adoraria que me colocassem para consertar um AIX – não é o meu trabalho, mas eu ia me virar para fazer, é um novo desafio. Mas comprar lanche… Não.

9. Bebidas. Trabalhamos muito, portanto, precisamos de líquidos. Não bebemos SÓ café. Eu, por exemplo, não bebo café. É legal disponibilizar café, agua quente, e aquela maletinha simpática da Leão com diversos chás. Não sou só eu que bebo litros de chá – muita gente bebe. E, obviamente, água. Se na empresa houver espaço, garanto que uma máquina de refrigerante fará sucesso e trará lucro.

10. Acesso à internet liberado é importante para a nossa produtividade. Sabemos métodos para burlar todo os tipos de bloqueio – afinal, nos contrataram porque entendemos do assunto. O problema é que ficamos irritados e aborrecidos, o que nos afeta diretamente. Não confiam em nós, que dedicamos tanto de nossa vida ao trabalho. Se existem funcionários que abusam do acesso, eles devem ser punidos. Reprimir quem não fez nada errado por causa de meia dúzia de pessoas que não querem trabalhar é que é um abuso. Revejam suas políticas. Quem quer conversar no horário de trabalho, vai dar um jeito de fazê-lo, seja por MSN ou ao vivo.

Isso foi reescrito a partir deste texto aqui, porém acrescido de algumas coisas e alterado em algumas partes. Espero que sirva pelo menos como inspiração para Gerentes de TI, para que compreendam melhor suas equipes. Este é o mundo ideal para nós, e, como mundo ideal, é uma utopia (alguém que trabalha no Google, eleita a melhor empresa do mundo para se trabalhar, pode dizer se lá preenche esses requisitos?), mas já trabalhei em lugares onde quase nada disso era respeitado, e também no extremo oposto. Podemos ser razoavelmente felizes, ao que parece. Não é difícil, convenhamos.

Empregos e Empresas para Nerds pt 1

Tomei conhecimento de 2 ótimos artigos na Internet. Um, retirado do under-linux, falando do local de trabalho de quem trabalha na google. Esse é o tipo de empresa que faz você se orgulhar de dizer que trabalha lá. Acredito que esse tipo de empresa seja o sonho da maioria das pessoas. Segue abaixo o texto:

Você conhece alguma empresa melhor do que esta para trabalhar ?

Stacy Sullivan, primeira gerente de recursos humanos da Google, se lembra da primeira vez que os fundadores da empresa a fizeram quebrar um paradigma. No seu segundo dia de trabalho, no final de 1999, Page e Brin – fundadores da Google – apareceram em seu escritório com a sugestão de transformar a sala de reuniões em uma creche para cuidar dos filhos dos funcionários.

Sullivan ficou horrorizada com a idéia de quebrar tudo na sala de reuniões. A idéia parecia “não apropriada” para um ambiente de trabalho corporativo. Além disso, somados TODOS os filhos de TODOS os funcionários da Google naquela época, você chegava ao incrível número de 2.

“Depois que eu expus todos os argumentos que eu conhecia, Page e Brin olharam para mim e disseram, Legal, mas por que não podemos transformar a sala de reunião em uma creche?”.

Com esse ESPÍRITO quebra tudo, a Google acaba de ser escolhida – primeira de muitas futuras vezes – O MELHOR LUGAR PARA SE TRABALHAR NOS EUA.

Ou seria melhor dizer, O MELHOR LUGAR PARA SE VIVER NOS EUA?

Comida não falta. Sergey Brin, fundador da Google, acredita que o funcionário da empresa não pode trabalhar distante mais que 150 metros de uma boa cafeteria repleta de comes e bebes saudáveis. Dito e feito.

Sujou a roupa? Leva para o escritório. A lavanderia da Google fica aberta 24 horas. Tá precisando trocar o óleo do carro? Enquanto trabalha, a oficina da Google dá um tapa no carango. Se estiver sujo, o lava carros da Google dá o toque final.

O verão tá chegando e você quer entrar no shape? Dá uma passada na big huge academia de malhação da Google. Tá faltando motivação para malhar? A Google subsidia o personal trainer.

Tá estressado? Passa na sala de massagem do escritório.

Já domina o inglês? Inscreva-se nas aulas de Mandarin, Japonês, Espanhol e Francês.

Chegou o dia de comemorar o aniversário de casamento com a patroa? A equipe de concierge da Google faz a reserva para o jantar no melhor restaurante da cidade.

Quer comprar um carro novo? Se escolher um carro híbrido, a Google te dá US$ 5 mil doletas para comprar o carro.

Você conhece algum amigo que se encaixa naquela posição recém aberta na Google? Se a companhia fechar negócio com o cidadão, o googleniano leva 2 mil dólares para casa.

Nasceu o filhote? PARABÉNS! A Google te dá 500 doláres para bancar os gastos extras com o pimpolho nas primeiras quatro semanas.

Sente-se sozinho e deseja fazer novas amizades? Compareça as festas TGIF (Thanks God Its Friday!) onde o networking rola solto.

Tá cansado de dirigir até o escritório da Google? Sem problemas, o ônibus da empresa pega você em uma das dezenas de paradas pela cidade. Ops, não viu nenhuma novidade nesse benefício? E se eu te disser que todos os ônibus da Google são equipados com rede sem fio wireless para você se conectar a web no caminho para o escritório? Melhorou?

E tem mais, cada um dos 10 mil funcionários da Google tem direito a:

* Ficou doente, fica em casa. O funcionário tem “sick days unlimited”.
* Passeio anual grátis em estacão de ski, todas as despesas pagas.
* Fantástica Série de Palestras semanais com FAMOSAS e RELEVANTES personalidades.
* Comida grátis.
* Equipe grátis de médicos residentes.
* Piscina, quadra de vôlei, paredes para escalar, scooters e mídia centers.
* 20% do tempo de trabalho livre para se dedicar a projetos FORA DO BARALHO.

A Google oferece tantos benefícios aos googlenianos, que o difícil não é trazer o funcionário para o trabalho, mas mandá-lo embora para casa. A turma simplesmente não tem motivos para ir embora!

Até quem não trabalha na Google quer conhecer a organização por dentro. Mikhail Gorbachev, Margaret Thatcher e Muhammad Yunus são algumas das celebridades que passaram por lá recentemente para aprender alguma coisa.

“A Google não é uma empresa convencional. Nós não temos nenhuma intenção de sermos uma.” Primeiro parágrafo da lendária carta assinada por Page e Brin distribuida para os potenciais acionistas da Google pouco antes de abrir o capital da empresa em 2004.

Fazer esportes, assistir a palestras interessantes, ter acesso 24×7 a internet, comida saudável a qualquer hora do dia, ajuda para resolver com tranquilidade os pequenos grandes problemas da vida (lavar roupa e carro, melhorar de um resfriado ou cuidar dos filhos, conhecer novas pessoas) existem por um único motivo: ATRAIR E RETER OS MAIS INTERESSANTES SERES HUMANOS DO PLANETA. Seres Humanos que querem mudar o mundo, não amadores que procuram por uma boa teta para mamar.

A Google não é um clube de campo paizão. Eles não estão relaxados. Eles querem mudar o mundo, “Organizar, disponibilizar e tornar útil toda a informação disponível no mundo”. A turma da Google não vive para escrever códigos ou vender links patrocinados, eles tem uma causa e estão com pressa.

A Google oferece benefícios para provocar o SENSO DE URGÊNCIA e não a complacência nas pessoas. Cada benefício é escolhido a dedo para estimular a mente criativa de todos nós.

Esse espírito quebra tudo da Google atraiu muito talento e muito dinheiro nos últimos anos. Hoje, dinheiro não é problema para a Google. Com apenas 8 anos de idade, a empresa fatura mais de 10 bilhões de dólares por ano. O valor de uma única ação ultrapassa 483 dólares!!!! Eles tem mais de 10 bilhões de doletas na poupança para investir, comprar, reformar, inventar o que quiserem!!!! Eles têm todo o dinheiro do mundo para comprar o maior e mais confortável escritório do planeta, entretanto, os funcionários da Google trabalham “apertados” em cubículos próximos uns dos outros, simulando o permanente ambiente de sala de estudo de faculdade onde os fundadores começaram a empresa.

A indústria de tecnologia é privilegiada. Talvez por ser uma indústria jovem, liderada por pessoas jovens (Bill Gates e Steve Jobs) – muitas vezes sem nenhuma experiência em mega corporações regradas e engessadas -, que negam, renegam e desprezam as regras medíocres do mundo corporativo que CASTRAM a criatividade do SER HUMANO.

Inspirado por essas histórias, um empresário brasileiro da indústria de tecnologia, líder de 300 pessoas, implementou boa parte dessas idéias em sua empresa. Café-da-manhã a vontade, cafeteria abundante, artes e música por todos os escritórios, carros da empresa, horário livre para ir e vir, bônus agressivo. RESULTADO: Complacência generalizada. A EMPRESA QUEBROU 24 MESES DEPOIS.

Pergunta que não quer calar: Por que a oferta de tantos benefícios gerou senso de urgência na Google, enquanto na pequena empresa brasileira gerou complacência?

Pergunta que te faz pensar: O que vem primeiro, os melhores seres humanos ou os melhores benefícios?

Pergunta que você precisa fazer: Seres Humanos talentosos precisam de piscina e quadra de vôlei para fazer acontecer?

A pergunta das perguntas: A Google é o que é porque oferece tantos benefícios, ou, porque oferece tantos benefícios ela é o que é?

A pergunta final: Se a Google retirasse todos os benefícios, a empresa continuaria a superar as suas metas de crescimento?

Uma única resposta para todas as perguntas: O que faz uma empresa são os Seres Humanos de CARÁTER. Nunca duvide disso. Pessoas por pessoas, não tem valor algum. Capital Humano é balela! O que move as coisas é o CARÁTER das pessoas. Se as vendas estão ruins, o problema é o vendedor não o mercado; se todos os dias os funcionários tem que “sair do sistema” para a coisa funcionar, o problema é o programador não o sistema.

CARÁTER vem antes de pessoas e benefícios. Os Melhores Seres Humanos do mundo tem CARÁTER. Para eles, os benefícios são uma mera alavanca para atingir os objetivos sempre maiores que perseguem em todos os momentos de suas vidas. Quem perceber que é importante respeitar isso, e facilitar a vida dessas pessoas, irá criar o ambiente ideal a uma geração de riqueza sem precedentes.

Entendendo as Permissões

Hoje procurando algum material para tirar uma dúvida sobre umask, encontrei um artigo que publiquei algum tempo atras no vivaolinux.

Introdução

As permissões são um dos aspectos mais importantes do Linux (na verdade, de todos os sistemas baseados em Unix). Elas são usadas para vários fins, mas servem principalmente para proteger o sistema e os arquivos dos usuários.
Somente o super-usuário (root) tem ações irrestritas no sistema, justamente por ser o usuário responsável pela configuração, administração e manutenção do Linux. Cabe a ele por exemplo, determinar o que cada usuário pode executar, criar, modificar, etc. Naturalmente, a forma usada para determinar o que o usuário pode fazer é a determinação de permissões.
Um ponto interessante de citar é que o Linux trata todos os diretórios como arquivo também, portanto, as permissões se aplicam de igual forma para ambos. Tais permissões podem ser divididas em quatro partes para indicar: tipo, proprietário, grupo e outras permissões. O primeiro caractere da string indica o tipo de arquivo: se for “d” representa um diretório, se for “-” equivale a um arquivo. Entretanto, outros caracteres podem aparecer, já que existem outros tipos de arquivo no Linux, conforme mostra a tabela abaixo:

d => diretório
b => arquivo de bloco
c => arquivo especial de caractere
p => canal
s => socket
- => arquivo normal

É necessário ter um certo cuidado com as permissões. Por exemplo, do que adianta o usuário ter permissão de gravação se ele não tem permissão de leitura habilitada? Ele poderá ler o arquivo para poder modifica-lo? Não! De certo, isso tem utilidade em arquivos de log. Fazendo associação com as letras r, w, x e o caractere -, vamos entender cada uma:

r => significa permissão de leitura (read);
w => significa permissão de gravação (write);
x => significa permissão de execução (execution);
- => significa permissão desabilitada.

A ordem em que as permissões devem aparecer é rwx.

Muitas vezes a pessoa não sabe o que está fazendo quando dá uma permissão 777 ou 455 para um arquivo. Vou explicar mais a fundo o funcionamento do chmod.

Um ‘ls -la’ no Linux tem o seguinte output:

drwxr-xr-x 2 root root 4096 Set 22 10:08 temp
-rwxrwxr-x 1 garcia garcia 1088 Jul 5 16:17 torpedo
-rw-rw-r– 1 garcia garcia 18283 Ago 3 13:10 videoteca.tar.gz
-rw——- 1 garcia garcia 4857 Ago 11 11:46 .viminfo
drwxr-xr-x 2 garcia garcia 4096 Jul 15 11:34 vlc
-rw-rw-r– 1 garcia garcia 14872515 Jul 15 11:30 vlc-binary.tar.gz
drwxr-xr-x 2 garcia garcia 4096 Mar 4 2004 webalizer-2.01-10-x86

Então, fica subdividido dessa forma:

d rwx rwx rwx

1. d: tipo de arquivo (diretório);
2. rwx: permissões do proprietário e/ou usuário;
3. rwx : permissões para usuários do mesmo grupo;
4. rwx: permissões para todos usuários.

Configurando permissões com chmod
Acima, você dever tido pelo menos uma noção do que são permissões e sua importância no Linux. Chegou a hora de aprender a configurar permissões e isso é feito através do comando chmod (de change mode). Um detalhe interessante deste comando é que você pode configurar permissões de duas maneiras: simbolicamente e numericamente. Primeiramente veremos o método simbólico.
Para ter uma visão mais clara da forma simbólica com o chmod, imagine que tais símbolos se encontram em duas listas, e a combinação deles gera a permissão:
Lista 1
Símbolo
u => usuário
g => grupo
O (letra o maiúscula) => outro
a => totos
Lista 2
Símbolo
r => leitura
w => gravação
x => execução
Para poder combinar os símbolos destas duas listas, usam-se os operadores:
+ (sinal de adição) => adicionar permissão
- (sinal de subtração) => remover permissão
= (sinal de igualdade) => definir permissão

Para mostrar como essa combinação é feita, vamos supor que você deseje adicionar permissão de gravação no arquivo teste.old para um usuário. Então o comando a ser digitado será:
chmod u+w teste.old
O ?u? indica que a permissão será dada a um usuário, o sinal de adição (+) indica que está sendo adicionada a permissão e ?w? indica que a permissão que está sendo dada é de gravação.
Caso você queira dar permissões de leitura e execução ao seu grupo, o comando será:
chmod g+rw teste.old

Também se pode trabalhar com valores decimais de 0 a 7. Cada valor tem uma combinação de permissões pelos 3 grupos de caracteres que expliquei acima. Vamos à elas.

0 : — (nenhuma permissão)
1 : –x (somente execução)
2 : -w- (somente escrita)
3 : -wx (escrita e execução)
4 : r– (somente leitura)
5 : r-x (leitura e execução)
6 : rw- (leitura e escrita)
7 : rwx (leitura, escrita e execução)

# chmod 640 arquivo.ext
Atribui permissão de leitura e escrita (6) para o dono do arquivo, somente leitura para usuários do mesmo grupo (4) e nenhuma permissão para outros usuários (0).

Para vc não perder dono e grupo definidos anteriormente, use o número 4 antes das permissões:
# chmod -R 4777 pasta

Só o dono do arquivo possa removê-lo
#chmod -R 1777 pasta

Status

Estar letras que aparecem junto com as permissoes (chmod u=rwx), são chamadas de status. Abaixo segue algumas dicas interessantes a respeito dos tipos de status. Para maiores informaçoes, você pode acessar a manpage stat.

Sequencia de formatos validos para arquivos (sem filesystem)
%a acesso direita octal
%F tipo de arquivo
%f cru modalidade hex
%G nome do proprietário do grupo
%g ID do proprietario do grupo
%n nome do arquivo
%U nome do proprietario
%u id do proprietario
%x horario do ultimo acesso
%y da última vez da modificação
Sequencia de formatos validos para file system
%a blocos livres para usuarios comuns
%b tamanho de um arquivo do sistema
%n nome do arquivo

Para apagar todas as permissões da pasta do fulano
# chmod a-rwx

Para fazer com que só o fulano mexa nos seus arquivos:
# chmod u=rwx

é o mesmo que
chown fulano.fulano -R /home/fulano
chmod 740 -R /home/fulano

chgrp
Muda o grupo de um arquivo/diretório.
chgrp [opções] [grupo] [arquivo/diretório]
Onde:
grupo
Novo grupo do arquivo/diretório.
arquivo/diretório
Arquivo/diretório que terá o grupo alterado.
opções
-c, –changes
Somente mostra os arquivos/grupos que forem alterados.
-f, –silent
Não mostra mensagens de erro para arquivos/diretórios que não puderam ser alterados.
-v, –verbose
Mostra todas as mensagens e arquivos sendo modificados.
-R, –recursive
Altera os grupos de arquivos/sub-diretórios do diretório atual.

chown
Muda dono de um arquivo/diretório. Opcionalmente pode também ser usado para mudar o grupo.
chown [opções] [dono.grupo] [diretório/arquivo]
onde:
dono.grupo
Nome do dono.grupo que será atribuído ao diretório/arquivo. O grupo é opcional.
diretório/arquivo
Diretório/arquivo que o dono.grupo será modificado.
opções
-v, –verbose
Mostra os arquivos enquanto são alterados.
-f, –supress
Não mostra mensagens de erro durante a execução do programa.
-c, –changes
Mostra somente arquivos que forem alterados.
-R, –recursive
Altera dono e grupo de arquivos no diretório atual e sub-diretórios.
O dono.grupo pode ser especificado usando o nome de grupo ou o código numérico correspondente ao grupo (GID).
Você deve ter permissões de gravação no diretório/arquivo para alterar seu dono/grupo.
chown joao teste.txt – Muda o dono do arquivo teste.txt para joao.
chown joao.users teste.txt – Muda o dono do arquivo teste.txt para joao e seu grupo para users.
chown -R joao.users * – Muda o dono/grupo dos arquivos do diretório atual e sub-diretórios para joao/users (desde que você tenha permissões de gravação no diretórios e sub-diretórios).

UMASK

O umask (máscara de criação de arquivos) é responsável por controlar as permissões padrão dos arquivos.O umask é uma espécie de filtro pelo qual os arquivos passam para determinar quais permissões permanecem neles. Se o valor da permissão for verdadeiro, continua no arquivo, caso contrário, deverá sair.

Se você usar o comando umask sem parâmetros será mostrado o valor atual que este comando está usando:

[usuario@localhost]# umask
002

Se você quiser alterar este valor você deve usar o comando umask com o valor da máscara como argumento:

[usuario@localhost]# umask
222

Para descobrir como o comando umask funciona você deve observar os bits da máscara, e não somente o número octal.

Veja os exemplos do comando umask para a criação de arquivos:

rwx rwx rwx rwx rwx rwx
umask=022 000 010 010 umask=133 001 011 011
=========== ===========
rw- r– r– rw- r– r–

Você deve oberservar que o bit 0 liga uma permissão e que o bit 1 desliga uma permissão. Mas você deve ter notado que o bit “x” foi desligado, mesmo tendo a permissão 0. Isso é uma proteção do Linux, que não deixa criar nenhum arquivo com a permissão de executável. Se você quiser criar um arquivo executável deverá fazê-lo através do comando chmod. Isso é uma proteção muito boa, pois evita que vírus ataquem o sistema.

Veja o mesmo exemplo para a criação de diretórios:

rwx rwx rwx rwx rwx rwx
umask=022 000 010 010 umask=133 001 011 011
=========== ===========
rwx r-x r-x rw- r– r–

Para descobrir como o comando umask funciona você deve observar os bits da máscara, e não somente o número octal.

Veja os exemplos do comando umask para a criação de arquivos:

rwx rwx rwx rwx rwx rwx
umask=022 000 010 010 umask=133 001 011 011
=========== ===========
rw- r– r– rw- r– r–

A umask (user mask) são 3 números que definem as permissões iniciais do dono, grupo e outros usuários que o arquivo/diretório receberá quando for criado ou copiado. Digite umask sem parâmetros para retornar o valor de sua umask atual.

A umask tem efeitos diferentes caso o arquivo que estiver sendo criado for binário (um programa executável) ou texto (Arquivo texto e binário, Seção 2.2.3) . Veja a tabela a seguir para ver qual é a mais adequada a sua situação:

———————————————
| | ARQUIVO | DIRETÓRIO |
| UMASK |———————-| |
| | Binário | Texto | |
|——————————|————|
| 0 | r-x | rw- | rwx |
| 1 | r– | rw- | rw- |
| 2 | r-x | r– | r-x |
| 3 | r– | r– | r– |
| 4 | –x | -w- | -wx |
| 5 | — | -w- | -w- |
| 6 | –x | — | –x |
| 7 | — | — | — |
———————————————

Um arquivo texto criado com o comando umask 012;touch texto.txt receberá as permissões -rw-rw-r–, pois 0 (dono) terá permissões rw-, 1 (grupo), terá permissões rw- e 2 (outros usuários) terão permissões r–. Um arquivo binário copiado com o comando umask 012;cp /bin/ls /tmp/ls receberá as permissões -r-xr–r-x (confira com a tabela acima).

UID e GID

O Linux gerencia os usuários e os grupos através de números conhecidos como UID (User ID) e GID (Group ID). Como é possível perceber, UID são números de usuários e GID são números de grupos. Os nomes dos usuários e dos grupos servem apenas para facilitar o uso humano do computador.

Um fato ainda não citado, é que cada usuário precisa pertencer a um ou mais grupos. Como cada arquivo ou processo pertence a um usuário, logo, esse arquivo/processo pertence ao grupo de seu proprietário. Assim sendo, cada arquivo/processo está associado a um UID e a um GID.

Os números UID e GID variam de 0 a 65536. Dependendo do sistema, o valor limite pode ser maior. No caso do usuário root, esses valores são sempre 0 (zero). Assim, para fazer com que um usuário tenha os mesmos privilégios que o root, é necessário que seu GID seja 0. Isso informa ao sistema que o usuário em questão é super usuário.

Observação: na verdade, existe um UID real e um UID efetivo. O mesmo ocorre com o GID. Os números reais geralmente são iguais aos efetivos. Os UIDs e GIDs reais são usados, basicamente, para fins de contabilidade, enquanto que os efetivos são os usados para execução.

Se você formatar seu linux, deixando a partição /home intacta, ao tentar acessá-la e gravar algo nos arquivos da partição ela irá dar erro de permissão. Isso pode ser resolvido facilmente da seguinte maneira:

Copie todos arquivos do /etc ligados a usuarios e grupos, /etc/passwd /etc/groups /etc/users pra partição home por exemplo, reinstalar o servidor e depois copiar de volta esses arquivos.

chown altera o proprietário e o grupo do arquivo.

chgrp altera o grupo de um arquivo.

Permissoes Especiais

SUID

Se este bit estiver ligado em um arquivo executável, isso indica que que ele vai rodar com as permissões do seu dono (o proprietário do arquivo) e não com as permissões do usuário que o executou.

OBS: Só tem efeito em arquivos executáveis.

Tomemos como exemplo o shutdown. Ele está localizado no diretório /sbin/, e não pode ser executado por usuários comuns, retornando a seguinte mensagem de erro:
$ /sbin/shutdown
shutdown: you must be root to do that!
Ou seja, “shutdown: você precisa ser root para fazer isso!”.
Vamos então ativar o buit SUID para permitir que o usuário davidson possa executar o shutdown:
# chmod 4755 /sbin/shutdown
Ou
# chmod u+s /sbin/shutdown
Observe que utilizamos 4 dígitos para o comando chmod no formato octal. O primeiro dígito, que até então não tínhamos utilizado, é justamente aquele utilizado para as permissões especiais. O número 4 corresponde ao bit SUID. Já no formato literal, utilizamos u+s para ativar (+) a permissão especial de execução (s) para os usuários (u).

SGUID

Faz o mesmo que o SUID, mas agora o arquivo executado vai rodar com as permissões do grupo do arquivo. Se aplicado a um diretório, força os arquivos/diretórios criados dentro dele a ter o mesmo grupo do diretório pai, ao invés do grupo primário do usuário que o criou.

Agora, para ativar o bit SGID, utilizamos o chmod na forma octal ou literal:
# chmod 2755 /sbin/shutdown
Ou
# chmod g+s /sbin/shutdown
No formato octal, veja que o número 2 corresponde ao bit SGID, enquanto os outros 3 números correspondem às permissões normais do arquivo. Já no formato literal, utilizamos g+s para ativar (+) a permissão especial de execução (s) para o grupo (g).

STICKY

Se este bit for ativado, faz com que arquivos criados em um determinado diretório só possam ser apagados por quem o criou (dono) ou pelo super-usuário do sistema. Um exemplo de uso do STICKY é o diretório /tmp.

Para ligar o bit STICKY num diretório, utilizamos o chmod no formato octal ou literal. Como exemplo, vamos ligar o bit STICKY no diretório documentos/.
$ chmod 1755 documentos
Ou
$ chmod o+t documentos
No formato octal, o número 1 corresponde ao bit STICKY, enquanto os outros 3 dígitos correspondem às permissões simples do diretório. No formato literal, utilizamos o+t, para ativar (+) a restrição da exclusão de arquivos (t) para os outros usuários (o).
Observe agora as novas permissões do diretório tmp/:

$ ls -ld documentos
drwxr-xr-t 2 renato 160 2005-03-11 10:43 teste
Observe que o bit “x” das permissões dos outros usuários foi substituído por um “t”, indicando que o bit STICKY está ligado.
Agora, basta dar permissão de escrita para os outros usuários, para que eles possam criar arquivos dentro desse diretório:
$ chmod o+w tmp

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